Análise/REview | Filme de Chandler Riggs baseado em Resident Evil 7 é a melhor adaptação live action da franquia
Escrito, dirigido e estrelado por Chandler Riggs (The Walking Dead), BIOHAZARD é a mais nova produção live-action baseada na saga Resident Evil. Mas ao contrário da recente versão de Zach Cregger lançada em setembro deste ano, a produção de Riggs não é oficial e é feita como um fã filme com orçamento reduzido, mas muita paixão empenhada na execução.
BIOHAZARD foi anunciado de surpresa por Chandler na tarde do último dia 12, e 48 horas após o seu anúncio ocorreu o lançamento oficial, na tarde do dia 14. O projeto foi produzido com o simples intuito de trazer para a vida real algumas das cenas mais icônicas da jornada de Ethan Winters em Resident Evil 7 biohazard, de modo que enfim os fãs pudessem ter acesso a uma adaptação genuinamente fiel aos jogos, segundo o próprio Chandler. Mas e aí, o curta metragem é bom ou não é?
O Resident Evil Project assistiu o fã filme no lançamento, e já que se trata de um produção com 19 minutos de duração, vamos ser fieis à proposta da obra original e vamos direto ao ponto: consideramos que esta seja a melhor adaptação live-action baseada em Resident Evil.
Chandler Riggs botou em prática a simples ideia que todo fã de Resident Evil um dia já sonhou, que é a possibilidade de ver um filme live-action idêntico aos jogos. E ao colocar em prática esse sonho, Riggs conseguiu em menos de 20 minutos provar aquilo que os fãs já apontam há anos: é perfeitamente possível fazer um filme baseado em Resident Evil, que seja fiel aos aspectos narrativos e que transmita o horror e a sensação de acompanhar a jornada de um personagem da saga nos jogos.
Apesar dessa ideia parecer simples, nos últimos anos os fãs de Resident Evil receberam filmes e séries pouco fiéis aos jogos, e é isso que torna BIOHAZARD uma produção que brilha tanto os olhos do espectador, já que aqui temos uma recriação de cada cenário, cada personagem e de boa parte das cenas da primeira hora de gameplay de Resident Evil 7. BIOHAZARD acerta em recriar com fidelidade as cenas que já deram certo no sétimo título numerado da saga, alterando apenas pequenas cenas e aspectos de gameplay, de modo que se encaixem melhor na curta duração e no orçamento enxuto do filme.
E apesar de em alguns poucos momentos ficar claro que a produção teve um investimento pequeno - ainda mais se comparado aos mais de 70 milhões de dólares investidos no último filme de Resident Evil - BIOHAZARD entrega bons efeitos visuais, boa maquiagem, boa trilha sonora e boa atuação. É possível notar que a direção de Chandler Riggs se aproveitou do ambiente mais "intimista" da mansão Baker e soube bem onde e como utilizar o orçamento a seu favor. O filme consegue transmitir bem a sensação labiríntica da residência principal da trama.
BIOHAZARD foi anunciado de surpresa por Chandler na tarde do último dia 12, e 48 horas após o seu anúncio ocorreu o lançamento oficial, na tarde do dia 14. O projeto foi produzido com o simples intuito de trazer para a vida real algumas das cenas mais icônicas da jornada de Ethan Winters em Resident Evil 7 biohazard, de modo que enfim os fãs pudessem ter acesso a uma adaptação genuinamente fiel aos jogos, segundo o próprio Chandler. Mas e aí, o curta metragem é bom ou não é?
O Resident Evil Project assistiu o fã filme no lançamento, e já que se trata de um produção com 19 minutos de duração, vamos ser fieis à proposta da obra original e vamos direto ao ponto: consideramos que esta seja a melhor adaptação live-action baseada em Resident Evil.
Chandler Riggs botou em prática a simples ideia que todo fã de Resident Evil um dia já sonhou, que é a possibilidade de ver um filme live-action idêntico aos jogos. E ao colocar em prática esse sonho, Riggs conseguiu em menos de 20 minutos provar aquilo que os fãs já apontam há anos: é perfeitamente possível fazer um filme baseado em Resident Evil, que seja fiel aos aspectos narrativos e que transmita o horror e a sensação de acompanhar a jornada de um personagem da saga nos jogos.
Apesar dessa ideia parecer simples, nos últimos anos os fãs de Resident Evil receberam filmes e séries pouco fiéis aos jogos, e é isso que torna BIOHAZARD uma produção que brilha tanto os olhos do espectador, já que aqui temos uma recriação de cada cenário, cada personagem e de boa parte das cenas da primeira hora de gameplay de Resident Evil 7. BIOHAZARD acerta em recriar com fidelidade as cenas que já deram certo no sétimo título numerado da saga, alterando apenas pequenas cenas e aspectos de gameplay, de modo que se encaixem melhor na curta duração e no orçamento enxuto do filme.
E apesar de em alguns poucos momentos ficar claro que a produção teve um investimento pequeno - ainda mais se comparado aos mais de 70 milhões de dólares investidos no último filme de Resident Evil - BIOHAZARD entrega bons efeitos visuais, boa maquiagem, boa trilha sonora e boa atuação. É possível notar que a direção de Chandler Riggs se aproveitou do ambiente mais "intimista" da mansão Baker e soube bem onde e como utilizar o orçamento a seu favor. O filme consegue transmitir bem a sensação labiríntica da residência principal da trama.
A propósito, no aspecto de direção há um enorme acerto de Chandler que aqui opta por aproveitar o pouco tempo de filme para tornar a narrativa mais "acelerada", causando assim a sensação de que o personagem possui pouco (ou quase nenhum) tempo de descanso. A todo momento vemos Ethan Winters, desesperado tentando sobreviver, enquanto é perseguido de forma aterrorizante pela família Baker. Terror esse, inclusive, que gera ótimos momentos de tensão, mesmo que a narrativa do filme tenha um ritmo mais frenético.
Para o aspecto da atuação citado acima inclusive, ressalto que todos os atores estão bem encaixados no papel. Chandler Riggs interpreta Ethan Winters, que no jogo original não tem carisma e tem seu rosto escondido pela mecânica de jogo em primeira pessoa. No entanto, Riggs consegue entregar uma boa e satisfatória interpretação, ao expressar um carisma elevado do personagem em comparação com a versão original (o que não é lá uma missão impossível) e portanto, o ator aproveita essa ausência de carisma pra "colocar um pouco de si" em um personagem que é quase uma tela em branco. Digamos que a ausência de carisma do Ethan Winters original deu para Chandler Riggs a oportunidade de adicionar mais camadas ao personagem, tendo inclusive mostrado uma boa "evolução" do protagonista, mesmo em tão pouco tempo de tela.
No entanto, assim como no jogo, Jack Baker é o grande destaque, que aqui é brilhantemente interpretado por Jason Douglas (The Walking Dead). O ator conseguiu entender bem a loucura da cabeça do personagem, ao interpretar um pai de família caipira que - por estar infectado - frequentemente age de forma extremamente desproporcional e violenta. Jason, com seus 1,94 m de altura entrega uma postura intimidadora e um tom de voz aterrorizante, extremamente semelhante aos jogos.
Antes de irmos para os finalmente, tenho uma grande ressalva em um aspecto técnico, pois BIOHAZARD não disponibilizou em seu lançamento dublagem e legendas originais em outros idiomas além do inglês. Evidentemente, acredito que a ausência desses aspectos tenha se dado pelo limite de orçamento, mas não posso negar que isso incomoda. O Resident Evil Project tentou contato com a equipe de BIOHAZARD para tentar firmar uma parceria a fim de disponibilizar legendas em português brasileiro, mas não obtivemos retorno.
Por fim, ainda seguindo a proposta de fazer uma análise curta como o filme, gostaria de finalizar reforçando o que já foi dito acima. BIOHAZARD acerta em cheio simplesmente por ser fiel ao material original em todos os aspectos. Ele é fiel na narrativa, é fiel nas cenas, fiel nos cenários, fiel no figurino, fiel em praticamente tudo. Acredito que essa é palavra que defina esta obra: fidelidade. Ele adapta sem ferir o jogo. Adapta sem inventar demais. Ele faz o básico que todo fã da saga um dia sonhou. Se o material original é excelente e é uma obra prima dos jogos, para esta adaptação tão fiel, não é possível defini-la como menos que espetacular.
Para o aspecto da atuação citado acima inclusive, ressalto que todos os atores estão bem encaixados no papel. Chandler Riggs interpreta Ethan Winters, que no jogo original não tem carisma e tem seu rosto escondido pela mecânica de jogo em primeira pessoa. No entanto, Riggs consegue entregar uma boa e satisfatória interpretação, ao expressar um carisma elevado do personagem em comparação com a versão original (o que não é lá uma missão impossível) e portanto, o ator aproveita essa ausência de carisma pra "colocar um pouco de si" em um personagem que é quase uma tela em branco. Digamos que a ausência de carisma do Ethan Winters original deu para Chandler Riggs a oportunidade de adicionar mais camadas ao personagem, tendo inclusive mostrado uma boa "evolução" do protagonista, mesmo em tão pouco tempo de tela.
No entanto, assim como no jogo, Jack Baker é o grande destaque, que aqui é brilhantemente interpretado por Jason Douglas (The Walking Dead). O ator conseguiu entender bem a loucura da cabeça do personagem, ao interpretar um pai de família caipira que - por estar infectado - frequentemente age de forma extremamente desproporcional e violenta. Jason, com seus 1,94 m de altura entrega uma postura intimidadora e um tom de voz aterrorizante, extremamente semelhante aos jogos.
Além da dupla principal, temos Mary Rachel Quinn como Marguerite Baker, Sam Coyles como Lucas Baker, Johnathan O'Neil como Delegado Anderson, Mia Cole como Mia Winters, Alicia Vernick como Zoe Baker e Eugenie Bondurant como Eveline.
Todos os personagens e atores citados acima possuem uma participação reduzida, mas todos estão perfeitos em seus papéis e conseguem entregar de maneira incrível a atuação que cada personagem exige. Destaco Johnathan O'Neil que conseguiu fazer um ótimo trabalho de atuação em uma cena com destaque apenas no seu rosto e pouquíssimo espaço para algo mais "corporal".
Mary Rachel Quinn também merece destaque, pois a todo momento me fez querer ver mais de sua Marguerite Baker. Seu estranho jeito "carinhoso" e explosivo me fez ficar completamente imerso em sua interpretação.
Por fim, ainda seguindo a proposta de fazer uma análise curta como o filme, gostaria de finalizar reforçando o que já foi dito acima. BIOHAZARD acerta em cheio simplesmente por ser fiel ao material original em todos os aspectos. Ele é fiel na narrativa, é fiel nas cenas, fiel nos cenários, fiel no figurino, fiel em praticamente tudo. Acredito que essa é palavra que defina esta obra: fidelidade. Ele adapta sem ferir o jogo. Adapta sem inventar demais. Ele faz o básico que todo fã da saga um dia sonhou. Se o material original é excelente e é uma obra prima dos jogos, para esta adaptação tão fiel, não é possível defini-la como menos que espetacular.
Considerando tudo isso, para o fã filme BIOHAZARD damos uma nota 9 de 10.
Assista o filme completo, com legendas em português brasileiro. Clique aqui para assistir.
BIOHAZARD já está disponível para assistir gratuitamente no YouTube. Confira a sinopse oficial logo abaixo:
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