Ozwell E. Spencer


Nome: Ozwell E. Spencer
Nascimento: 1931
Tipo Sanguíneo: Desconhecido
Altura: 1,79m
Peso: 65kg
Status: Morto
Primeira Aparição: Resident Evil 5 (embora já mencionado antes)


Ozwell E. Spencer é um dos fundadores da Corporação Umbrella. Desde os primórdios da empresa, Spencer traçou planos para obter lucro em suas pesquisas e consequentemente recursos e novas linhas de experimentos que criariam uma "nova raça de seres humanos" para que um dia ele pudesse ser considerado um "deus".


Criado em uma família nobre na Europa, Spencer teve o melhor dos estudos e durante seu tempo na universidade virou amigo de James Marcus e de Edward Ashford. O trio tinha algo em comum, a ambição pela riqueza e pelo reconhecimento na área científica.

Anos depois da Gripe Espanhola, Spencer partiu em uma expedição pelo leste-europeu, onde foi encontrado por Mãe Miranda. Esta mulher possuia habilidades especiais devido à sua afinidade com o Megamiceto, um superaglomerado de parasitas nematoides que produzia um mofo com propriedades regenerativas e de uma construção de uma rede de consciência coletiva.

Miranda era tratada como uma divindade no vilarejo onde vivia. Ela conseguia curar pessoas com o mofo e realizava pesquisas através desta substância peculiar. Sua fama de "deusa" e os resultados de seus experimentos possivelmente inspiraram Spencer a querer ter o mesmo destino. No entanto, Miranda fazia isso para resgatar sua falecida filha, Eva, cuja consciência estava armazenada no Megamiceto.

Com tanto poder, Spencer considerou que Miranda jogava seu potencial fora e acabou se afastando da suprema.


Eventualmente, com Marcus e Edward, Spencer obteve acesso a uma coletânea de livros escritos por Henry Travis, fundador da empresa Travis Trading, que futuramente se tornaria a Tricell. A obra de Travis reunia descobertas e pesquisas da fauna e flora do continente africano. Foi assim que Spencer teve conhecimento da flor "Escadaria para o Sol", cultivada em um jardim subterrâneo pela tribo Ndipaya.

Desde os período neolítico, os Ndipaya usavam a flor como forma de escolher o chefe da tribo. Isso porque a planta era extremamente tóxica e poucas pessoas conseguiam sobreviver ao seu consumo. Spencer investiga as flores e descobre que elas escondiam o Progenitor Vírus.


A descoberta do Progenitor se tornou um grande ponto de virada na vida de Spencer e o lorde começou a ter ambições ainda mais profundas. Uma base de pesquisas lideradas por Spencer, Marcus e Brandon Bailey foi instalada no jardim das Escadarias para o Sol. Para isso, precisaram afastar e matar muitos indígenas da tribo Ndipaya, que por vez ficaram rondando pelo território buscando reconquistar a terra que durante séculos foi deles.


Em 1962, Spencer contratou o arquiteto George Trevor para construir uma Mansão nas Montanhas Arklay, aos arredores de Raccoon City. A propriedade guardaria um complexo subterrâneo de laboratórios para estudar o Progenitor Vírus. Enquanto a Mansão era construída, Spencer continuava a estudar o Progenitor na África.

Por anos, Spencer e seus aliados tentaram transportar as flores para cultivar em Raccoon City. Mas estas plantas sobreviviam apenas diante condições climáticas e naturais do Jardim do Sol na África. Dessa forma, eles não conseguiam extrair o Progenitor de forma simples para utilizar em experimentos.

Assim, Spencer elabora a ideia de fundar uma empresa para obter lucro o suficiente que permitisse que ele e Marcus pudessem obter todos os recursos necessários para estudar o Progenitor e demais substâncias naturais que atendessem à utopia de Spencer de se tornar uma divindade imortal como Miranda.


A construção da Mansão Spencer foi finalizada em 1967. Mas havia um grande problema: George sabia demais sobre as intenções do Spencer. Ele decide então planejar uma forma de eliminar ele e a família, convidando-os para um jantar de inauguração.

Trevor precisava atender uma demanda de trabalho, então apenas Jessica e Lisa Trevor foram para o local. Assim, os cientistas de Spencer capturam as duas e as levam como prisioneiras para os laboratórios da Mansão, a fim de se tornarem cobaias dos primeiros experimentos com o Progenitor Vírus. George aparece um tempo depois, mas não demora muito para ser jogado em um buraco com seu próprio túmulo e deixado lá para morrer.


Em 1968, Spencer ao lado de James Marcus e Edward Ashford criam a Umbrella Corporation.

O lorde pega um símbolo que relembra um guarda-chuva visto de cima encontrado nas cavernas do vilarejo de Miranda para criar a identidade visual da Umbrella.

Com a corporação funcionando, Spencer dá início a diversos experimentos usando o Progenitor Vírus. As doses da substância eram enviadas por Brandon Bailey do Centro de Pesquisas da Umbrella na África para as instalações em Arklay.


Um de seus primeiros planos para realizar sua utopia foi a criação do Projeto W. Neste experimento, Spencer selecionou 13 crianças ao redor do mundo que seriam doutrinadas para receber algum dia o Progenitor Vírus. Essas crianças se tornariam adultos extremamente inteligentes e possivelmente com grande afinidade com o vírus, dado ao fato que mutações virais dependem da mentalidade forte de seus hospedeiros.

Ao longo do tempo, apenas 2 crianças sobreviveram: Albert e Alex Wesker.


Por volta de 1977, James Marcus criou o T-Vírus após anos de pesquisas no Centro de Treinamento da Umbrella. O T-Vírus era derivado do Progenitor com fusão do DNA de sanguessugas. Esta substância tinha um efeito colateral grande, no entanto: transformava a maioria das cobaias em zumbis. Ainda assim, tinha potencial para criar supersoldados e demais monstros que pudessem ser usados como armas em guerras.

As pesquisas de Marcus demoravam para ter sucesso e tinham alto custo, o que motivou Spencer a transportar a maioria de seus pesquisadores com dados do T-Vírus para os laboratório abaixo da Mansão Spencer.

Albert Wesker e William Birkin eram estagiários do Centro de Treinamento e foram bem reconhecidos por suas habilidades extremas nas pesquisas. Apesar de começarem como alunos de Marcus, eles acabariam se tornando grandes esperanças de Spencer e agiriam como agentes duplos.


Depois de uma década desde a criação do T-Vírus, Spencer viu Marcus como alguém descartável, além do fato de que os dois não estavam se entendendo há um bom tempo. Isso resulta na execução do virologista por Wesker e Birkin a mando de Spencer.

Especula-se que Spencer também tenha assassinado Edward Ashford.


Com James Marcus fora da Umbrella, o lorde tinha total controle do T-Vírus. A Umbrella já vinha criando armas biológicas há muitos anos e o lucro da empresa vinha de acordos ilegais com entidades governamentais de todo o mundo, principalmente dos Estados Unidos que tinham vontade de ser "o centro do mundo".

A partir de estudos com seu fiel seguidor, Victor Gideon, Spencer observou que o T-Vírus podia desenvolver cepas e elas entregavam propriedades de controle sobre o sangue dos infectados. E juntando a esse fato, Spencer investigava um método de transferência de memórias a partir do sangue.

Dessa forma, por volta do final dos anos 80 e começo dos anos 90, ele iniciou uma linha de pesquisa onde injetava seu plasma em crianças, buscando alcançar o sucesso na transferência de memórias. Estas crianças ficavam no Orfanato de Raccoon City, e os experimentos eram realizados no complexo ARK, construído abaixo do Orfanato.

Mas a cepa do T-Vírus era ativada nas crianças descartadas, transformando-as em criaturas bizarras que pareciam estar sendo "controladas mentalmente". Apenas na série 70 do experimento, com uma garota chamada Chloe, que os pesquisadores conseguiram ver sinais de estabilidade aparecendo.

Por volta desse tempo, Spencer também cria um plano de emergência: o Projeto Elpis.


Com o fim da União Soviética no começo dos anos 90, Spencer se afiliou a Sergei Vladmir que obteve uma participação extremamente importante na Umbrella com as pesquisas para a criação da arma biológica chamada Tyrant e para a criação de equipes militares da Umbrella.

Ao longo de todo esse período, enquanto Spencer escondia do mundo seus crueis experimentos, o lorde fazia doações financeiras para o governo estadunidense e principalmente para a infraestrutura de Raccoon City, transformando a cidade no "Lar da Umbrella".

Durante a campanha Bright Raccoon 21, Spencer também investe na construção do NEST, um enorme complexo de laboratórios subterrâneos abaixo de Raccoon City, destinado especialmente para William Birkin estudar o G-Vírus.


Em 1996, o Departamento de Polícia criou os S.T.A.R.S., uma equipe tática com os melhores policiais. Albert Wesker agia como capitão da Equipe Alpha como forma de afastar quaisquer investigações contra a Umbrella nos casos criminais de Raccoon City.

Em maio de 1998, James Marcus renasce como a Sanguessuga Rainha. Desejando vingança, a criatura vaza o T-Vírus em Arklay, infectando cientistas, cobaias e funcionários da Mansão Spencer e do Centro de Treinamento da Umbrella.

Em julho de 1998, os casos de "canibalismo" nas Montanhas Arklay assustavam os moradores de Raccoon. Na intenção de acabar com o caso, atender as expectativas civis e ainda se aproveitar o incidente, Wesker traça um plano após a Equipe Bravo do S.T.A.R.S. investigar os crimes.

Ele atrai a Equipe Alpha para a Mansão e permite que eles lutem contra os monstros do local para coletar dados de batalha das armas biológicas. No entanto, é assim que Spencer perde uma de suas esperanças. Wesker forja sua morte e trai a corporação naquele dia, o que desestabiliza ainda mais a Umbrella.


O Incidente na Mansão provoca um protesto dos S.T.A.R.S. contra a Umbrella, o que resulta na corporação tentando controlar os políticos para abafar o caso. Além disso, com Wesker fora da empresa, Birkin sabia que Spencer podia muito bem eliminá-lo com a conclusão do G-Vírus.

Birkin também decide trair a corporação, negociando o G-Vírus com o governo estadunidense por um preço mais barato. O acordo é descoberto por Spencer e o fundador ordena que uma equipe do Serviço de Segurança da Umbrella apreenda o cientista.

O embate, contudo, resulta no vazamento do T-Vírus nos esgotos de Raccoon City após Birkin se transformar em uma criatura G para combater os soldados.


Nos últimos dias de setembro de 1998, Raccoon City é completamente dominada pelos mortos-vivos. A Umbrella toma medidas drásticas para eliminar o máximo de testemunhas possível, enviando Tyrants para combater sobreviventes e soldados do governo, e até mesmo a arma biológica Nemesis que fica perseguindo Jill Valentine, sobrevivente da Mansão e membro do S.T.A.R.S. que sabia da verdade obscura da multinacional. A Umbrella também se aproveita do incidente para extrair dados de batalha dos monstros.

A epidemia se torna difícil de conter. O que Spencer não sabia era que ao longo de muito tempo, uma organização criminosa conhecida como "Conexões" agia nas sombras e provava ser uma grande rival da Umbrella.

A Conexões, junto com a Família, pressionam o governo americano para destruir Raccoon City com um míssil termobárico. Dessa forma, eliminariam as provas de acordos ilegais entre o governo e a Umbrella, impediriam o avanço da epidemia e ainda assegurariam ARK. Rumores sobre este complexo informavam que o local guardava o Projeto Elpis, supostamente um vírus de dominação mental.


Após o Incidente em Raccoon City, a Conexões isola as ruínas da cidade e transforma ARK em um grande centro comercial de armas biológicas. O que eles não esperavam era de que o Projeto Elpis em ARK seria liberado apenas com uma senha. E qualquer outro código destruiria completamente a substância.

A culpa pela destruição em Raccoon City cai totalmente sobre a Umbrella e Spencer.


No ano de 2000, sem mais toda a sua base em Raccoon City e com a Umbrella sofrendo cada vez mais denúncias, suas esperanças de encontrar a imortalidade caem sobre Alex Wesker.

A pesquisadora se muda para uma ilha remota onde investiria todo o seu tempo em um projeto para encontrar a chave da imortalidade.


No ano de 2003, uma última base da corporação, comandada por Sergei Vladmir, prometia ser a resistência da Umbrella. Mas não por muito tempo. Os agentes Chris Redfield e Jill Valentine destroem as últimas armas biológicas da base enquanto Wesker lida secretamente de um Sergei transformado.

Roubando e eliminando dados de pesquisa da Umbrella, Wesker entrega provas do envolvimento da multinacional para o governo estadunidense.

O julgamento da Umbrella ocorre no ano de 2004.


Por volta do começo dos anos 2000, Spencer planeja mais uma forma de reverter a situação. Ele participa de uma entrevista com a jornalista Alyssa Ashcroft, também sobrevivente de Raccoon City. Na ocasião, diz estar arrependido de seus feitos e deixa com a jornalista uma criança que diz ter adotado.

Mas supostamente, esta menina seria na verdade uma cobaia de seus experimentos que talvez aguentou totalmente a toxicidade da cepa do T-Vírus. Com Alyssa cuidando da menina, ela seria conhecida como Grace Ashcroft.

Rumores se espalharam de que Grace era a única pessoa que sabia da senha para liberar Elpis, o que colocou um alvo na menina e em Alyssa por parte da Conexões.


Em 2006, foragido, Spencer fica escondido em seu castelo na Europa. O contato com Alex é perdido, mesmo após tanto dinheiro e cobaias enviados por Spencer para a ilha. Os experimentos que realizava com o mordomo Patrick também não obtinham sucesso. 

Sabendo que sua morte era apenas questão de tempo, Spencer planeja sua cartada final. Ele chama Wesker para o castelo, onde manipula o homem acerca de suas origens no Projeto W, relacionado à sua utopia.

Furioso, Wesker assassina Spencer e promete que o direito de se tornar um deus seria dele.


Anos se passam, Wesker é morto por Chris Redfield e Sheva Alomar, com a ajuda de Jill Valentine e Josh Stone.

Victor Gideon continuou realizando experimentos seguindo os ensinamentos de Spencer, atuando quase que como um agente duplo na Conexões. No ano de 2026, o mundo descobre que Elpis não era um vírus de domínio mental, mas se tratava de uma poderosa vacina para vírus baseados no Progenitor, o que se torna um grande problema para a Conexões. Apesar de seus feitos, Spencer ainda sai com uma imagem "menos negativa" com todo o seu teatro de "redenção".